sábado, 28 de setembro de 2013

Imagem do Dia

Panda Gigante
A panda gigante "Yuan Yuan" abraça filhote nascido através de inseminação artificial no zoológico de Taipei, em Taiwan

Cartilha ajuda pais em brincadeiras para filhos com síndrome de Down

Material, chamado TO Brincando (terapia ocupacional), tem propostas pedagógicas para facilitar o aprendizado de conceitos relacionados à comunicação, ao raciocínio lógico e à percepção corporal
Para Miryam Pires, o principal obstáculo enfrentado pelos pais é a falta de conhecimento sobre como educar o filho


Rio de Janeiro – A organização não governamental Movimento Down, em parceria com os Correios, lançou na manhã desta sexta-feira (27/9) uma série de cartilhas para auxiliar pais e profissionais em brincadeiras e jogos adaptados para crianças com síndrome de Down. O material, chamado TO Brincando (terapia ocupacional), tem propostas pedagógicas para facilitar o aprendizado de conceitos relacionados à comunicação, ao raciocínio lógico e à percepção corporal. A coleção foi elaborada junto com o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), será disponibilizada para download gratuito no portal da organização.

“O projeto nasce de uma necessidade de formação e informação de pessoas que trabalham com crianças com síndrome de Down. A gente vem trabalhando e desenvolvendo jogos comerciais a partir desse olhar. Então, a gente pensa nesse jogo como um que tenha mais acessibilidade física, visual e comunicativa”, disse a coordenadora do projeto TO Brincando, Miryam Pires.

Para Miryam Pires, o principal obstáculo enfrentado pelos pais é a falta de conhecimento sobre como educar o filho. “Fazemos workshop para famílias, para profissionais. A gente traz crianças para o atendimento aqui no IPPMG [Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira]. Temos mais ou menos 50 crianças em trabalho aqui”


A coordenadora do Movimento Down, Débora Mascarenhas, informou que o atendimento às famílias é feito pela internet. “Por via do contato do portal, a gente tem em torno de 3 mil famílias acolhidas em um ano e meio. Temos 45 mil seguidores no Facebook. Então, de forma direta, ou indireta, esse conteúdo chega no Brasil e fora dele. Tem 25 países, além do Brasil, que acessam o portal do movimento”, disse, acrescentando que a organização foi criada em 21 de março de 2012, quando o Brasil comemorou pela primeira vez o Dia Internacional da Síndrome de Down.


O ator Breno Viola, que tem a síndrome, destacou a importância do projeto. “É muito bom estar contribuindo juntos com o TO Brincando. Os materiais são adaptados para pessoas com deficiência”, disse o ator, que participou do filme Colegas, que conta as aventuras de três jovens com síndrome de Down.

Fonte:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2013/09/27/interna_ciencia_saude,390528/cartilha-ajuda-pais-em-brincadeiras-para-filhos-com-sindrome-de-down.shtml

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Escola pública de Planaltina constrói salas de PET para inovar o ensino


Distante cerca de 50km do centro da capital, o Centro de Ensino Fundamental 02 (CEF 02), em Planaltina, encontrou um diferencial para evitar a evasão escolar. Em instalações construídas com garrafas PET, projeto premiado nacionalmente, a instituição provou que é possível integrar conteúdos tradicionais com atividades extracurriculares, que engajou toda a comunidade escolar. 

A mudança no colégio começou em 2011, quando o coordenador da escola integral, Gilvan Luis França, 47 anos, idealizou a construção de uma sala multiuso de 66m² cujas paredes são feitas de 15 mil garrafas de plástico, material arrecadado por estudantes e utilizado em substituição aos tijolos. "Tínhamos a demanda de atender 130 alunos da educação integral e não tínhamos espaço. Daí surgiu a necessidade de construir essa sala, que é maior que uma tradicional, para podermos oferecer as atividades. Essa construção uniu toda a comunidade e foi feita pelos próprios alunos", detalhou França.

A estrutura, na parte inferior da construção, é formada por garrafas cheias de areia e unidas umas nas outras com barro. No alto das paredes, os vasilhames foram preenchidos com água colorida, o que permite maior luminosidade dentro do cômodo, que é utilizado para o desenvolvimento das atividades da escola integral. "Antes não existia nada nesse lugar e agora temos essa sala, que é uma maravilha para nós, estudantes, porque aqui temos um espaço seguro onde podemos aprender e nos divertir. Essa construção dá mais vontade de ficarmos na escola e aprender mais", disse Jaime Guimarães, 14 anos, aluno da 7ª série.

O único concreto utilizado na obra foi para fazer as colunas que sustentam um telhado de amianto, e a inovação na forma de construir rendeu a França, que é biólogo, uma premiação de R$2 mil, oferecida, em São Paulo, pela Associação Brasileira da Indústria do Pet (Abipet). O docente também venceu a "6ª edição do Prêmio Professores do Brasil", concurso promovido pelo Ministério da Educação, com premiação de R$7 mil, que foram utilizados para comprar instrumentos musicais para os alunos, que há três meses passaram a estudar teoria musical em grupo.

"A música me faz livre e representa tudo o que sinto. Esse projeto faz com que tenhamos mais orgulho de estudar em escola pública, que tenhamos mais vontade de estar na escola e de querer sempre aprender mais", opinou a estudante da 7ª série Ana Catarina Felinto, 14 anos, vocalista da turma.

Inovação
Além da construção da sala de aula ecologicamente correta, França desenvolve outros projetos voltados à sustentabilidade e à proteção do meio ambiente. Atualmente, o professor faz testes de um aquecedor de água feito com 120 garrafas PET e 36m de cano PVC, que utiliza o calor do sol para elevar a temperatura da água armazenada em uma caixa d'agua de 100L. "São projetos simples que queremos que os pais levem para casa e que tenham mudança de hábitos. Ao fazermos esse tipo de aparelho e termos o apoio dos pais, as crianças crescem com outra visão e, principalmente, respeitando o ambiente em que vivem", complementou o professor.


Mãe e tia de alunas do CEF 02, Marilene Ataíde, 40 anos, aprova todas as iniciativas de França e, ainda, contribui para que elas se tornem realidade. Monitora de atividades, Ataíde passa parte do seu dia na escola, onde ajuda a desenvolver as tarefas do período integral e diz que a instituição passou por mudanças significativas. "Essas atividades que temos aqui influenciam na cabeça das crianças e ajudam muito o desenvolvimento escolar delas. Eu, como mãe e como monitora, acompanho diariamente a rotina da escola e vejo que a qualidade é excelente", ressaltou Ataíde.

As melhorias no ensino também são percebidas pela monitora Sarah Marques, 22 anos, que cursou da 1ª à 8ª série nessa escola, em uma época que essas novidades não existiam. "Quando estudei aqui, anos atrás, perdi muitas coisas como as que os alunos estão tendo agora. Eles podem participar de atividades diferentes, fora das salas de aula, e isso ajuda muito na formação", opinou.

A escola conta, além dessas inovações, com um formato diferenciado de ensino, em que os alunos são convidados a saírem das salas de aula para aprenderem em passeios a pontos turísticos, teatros, cinema, dentre outros locais. O aprendizado, na escola, se estende, ainda, a uma horta onde são cultivados tomate, cenoura, alface e cheiro-verde, produtos que são produzidos sem agrotóxicos e que são utilizados no incremento da merenda escolar.

Ainda no canteiro, que é frequentemente utilizado pelos alunos, a estrutura para o plantio é feita de garrafas PET e de pneu, para, segundo o professor, causar menos impacto ao meio ambiente e conscientizar as crianças, desde pequenas, para o seu papel na sociedade.



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Formação de professores em tecnologias digitais acessíveis

A formação continuada de professores é um requisito de extrema importância para a melhoria qualidade do ensino no Brasil. É a oportunidade que os profissionais de educação têm para incorporar novas técnicas, realizar debates e aprofundar seus conhecimentos.
Este processo é cada vez mais necessário no campo pedagógico, reconhecendo a diversidade existente em nossas salas de aula, observando as demandas de nossos alunos.
Visite este site e conheça o curso de  Formação de professores em tecnologias digitais acessíveis, um projeto valioso.


http://engenhodeideias.com.br/projetos/2013/faurgs/#Fechar


Hackers poderão invadir carros e casas com o advento da 'internet das coisas'

Imagine estar dirigindo por uma via expressa a 100 km/h e seu carro subitamente perder o controle, causando um acidente que fira dezenas de pessoas. Agora imagine que você nada teve a ver com o acidente, porque hackers tomaram o controle do carro.
Charlie Miller, pesquisador de segurança do Twitter, e Chris Valasek, diretor de informações de segurança na IOActive, uma companhia que pesquisa o tema, recentemente demonstraram como hackers podem tomar o controle de veículos.
Eles bloquearam completamente a capacidade do motorista: freios inativos, direção distorcida. Tudo isso com o apertar de um botão.
Os pesquisadores tomaram o controle de um Toyota Prius e de um Ford Escape, modelos híbridos (também usam motor elétrico) que já circulam nos Estados Unidos.
E se os hackers e os pesquisadores de segurança estão indo além de esforços para invadir --ou proteger-- contas de e-mail e bancárias e evitar outras trapaças digitais, hoje exploram brechas a fim de violar a segurança tecnológica de residências ou, em casos extremos, matar pessoas que usem aparelhos médicos implantados.
"Hoje não há muitas maneiras de permitir que os hackers conduzam ataques remotos: Bluetooth, sensores remotos nos pneus, unidades de telemetria", diz Miller. "Mas quando os carros estiverem conectados à internet, as coisas ficarão mais fáceis para os atacantes."
As montadoras de automóveis e o governo estão cientes de tal vulnerabilidade. De fato, Miller e Valasek receberam verba da Darpa (Agência de Pesquisa Avançada de Projetos de Defesa) para pesquisar métodos que permitiriam evitar ataques. O maior medo é o futuro, porque os carros serão mais computadorizados --ou podem se tornar completamente automáticos.
Para eles, carros que podem ser invadidos por hackers são um desdobramento preocupante para pessoas que não gostam nem de usar o "cruise control", recurso de velocidade constante.

FECHADURAS WI-FI
E, para agravar a paranoia, os pesquisadores alertam que nossas casas são ainda mais vulneráveis a invasores digitais do que nossos carros. Ao menos se ladrões de casas trocarem seus pés-de-cabra e suas alavancas por laptops e sistemas de rastreamento de wi-fi.
Aparelhos como o Lockitron, uma fechadura para casas que funciona por wireless e pode ser aberta com um smartphone, podem servir de caminho para que ladrões tecnologicamente competentes invadam casas. Não é que tal tecnologia seja ruim, afinal, ela está na empresa mais avançada no ramo de segurança doméstica sem fio.
"Criamos a Lockitron do zero tendo em mente a segurança", afirma a companhia em comunicado, reconhecendo, porém, que "qualquer pessoa que alegue que é impossível invadir seu sistema estaria errada".
Os hackers também poderiam usar nossos televisores e webcams, monitorando tudo que estamos fazendo e dizendo. Lâmpadas de próxima geração conectadas à web podem ser alvo de interferência. Refrigeradores digitais podem ser desligados, o que faria sua comida estragar sem que o dono soubesse.
SMARTPHONES
Alguns desses ataques seriam apenas piadas, ainda que causadoras de problema. Pesquisadores alertam que os vasos sanitários Inax Satis, que têm controle Bluetooth que permite que sejam acionados por um app em smartphones, podem ser atacados de modo a espirrar água para cima, e não para baixo.
Alertada de que seus produtos estão vulneráveis, a Inax informou que lançou uma atualização de segurança em agosto. Sim, no futuro você terá de baixar atualizações de segurança para seu vaso sanitário!
E há os temores comuns quanto aos smartphones. Na conferência de hackers BlackHat, Kevin McNamee, diretor da Kindsight Security Labs, demonstrou como tomar o controle de um celular com sistema Android inserindo códigos por meio do jogo "Angry Birds". Depois de tomar o controle do aparelho, McNamee conseguiu remover fotos e dados pessoais sem que o proprietário tivesse consciência.
Outros pesquisadores assumiram o controle de um iPhone por meio de um adaptador de energia --sim, um pequeno fio elétrico branco-- e conseguiram capturar senhas e e-mails, em aparelhos com sistema operacional iOS até a sexta e atual versão.
APARELHOS MÉDICOS
Mas alguns dos pesquisadores de segurança mais avançados estão pensando em invasões ainda mais assustadoras, de aparelhos médicos implantados.
Barnaby Jack, conhecido por ter invadido um caixa automático e conseguido tirar dinheiro sem cartão, demonstraria no evento BlackHat como é possível invadir aparatos médicos no corpo humano, como marcapassos, para matar alguém.
Infelizmente, Jack, que estava na casa dos 30 anos, morreu pouco antes da apresentação, de causas ainda desconhecidas. Ele costumava ser descrito como "hacker ético", e esperava demonstrar tal ataque como alerta aos fabricantes.
REALIDADE x TEORIA
Será que a saída é cavar buracos em nossos quintais, enterrar nossos computadores e smartphones e nunca mais dirigir? Alguns pesquisadores dizem que muitas dessas demonstrações são provocantes, mas ainda assim teóricas e não configuram um risco concreto imediato.
"Às vezes existe uma grande distância entre os pesquisadores e o mundo real. A ideia é justamente antecipar e reduzir os problemas, mas não é incomum que as conferências discutam tecnologias exóticas que ainda não afetam nossa vida diária", disse Chris Rohlf, fundador da Leaf Security Research, uma consultoria de segurança.
"À medida que a tecnologia é incorporada a aparelhos, o foco quanto à segurança crescerá. Onde existe tecnologia, há hackers", diz.
"Não conseguimos descobrir como deter ataques contra navegadores de web em computadores pessoais, mesmo depois de 10 anos de tentativas, e por isso não há razão para imaginar que possamos deter 100% dos ataques contra carros ou outros aparelhos no futuro", diz Miller.
Tradução de PAULO MIGLIACCI