sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Educação inclusiva para alunos com deficiência divide debatedores



Publicação Senado 
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Com as políticas públicas de inclusão escolar na pauta de debates, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) voltou a se debruçar, nesta quinta-feira (31), sobre a Meta 4 do Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2014-2023. Apesar de já ser consenso que a educação inclusiva é um caminho sem volta, persistem arestas entre os defensores da universalização do atendimento escolar - que não abrem mão da integração de alunos com deficiência em classes comuns da escola regular - e quem milita no atendimento educacional especializado, cujo expoente é a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes).
Divergências a parte, ficou evidente - nesta audiência - a disposição dos representantes do Fórum Nacional da Educação Inclusiva e da Federação Nacional das Apaes em negociar um entendimento em torno da Meta 4 do PNE. Atualmente, a proposta está sendo analisada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). O texto em debate é o substitutivo aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que não só prevê a inclusão de alunos com deficiência em classes comuns, mas também garante a oferta de atendimento educacional especializado "preferencialmente" na rede regular de ensino.
Retrocesso
Por sinal, um dos pontos de discordância entre as entidades é a inserção do termo "preferencialmente", feita ainda na Câmara dos Deputados. A coordenadora do Fórum Nacional da Educação Inclusiva, Claudia Grabois, alertou para o risco de sua manutenção no texto da lei levar à exclusão de milhares de alunos com deficiência já inseridos no sistema regular de ensino.
- Pais e mães estão com medo de que haja retrocesso. Nossa mobilização é no sentido de que não haja mudança na meta do PNE, pois fará com que milhares de crianças sejam tiradas da sala de aula comum e transferidas para escolas especiais - ressaltou Claudia Grabois.
O resgate do texto original da Meta 4 do PNE - proposto pelo Poder Executivo e referendado pela Conferência Nacional de Educação de 2010 - foi defendida não só por Claudia Grabois, mas também pela diretora de Política de Educação Especial do Ministério da Educação, Martinha Clarete Dutra.
- O objetivo era não abrir precedente para que se admita a restrição de direito. Quando o texto foi alterado na Câmara, foi grande o prejuízo para a educação. O princípio é que não se pode abrir mão de um direito humano (educação inclusiva das pessoas com deficiência) - afirmou Martinha Clarete.
Ao discutir sobre a conveniência ou não do termo "preferencialmente" no PNE, o coordenador técnico da Fenapaes, Erivaldo Fernandes Neto, disse não acreditar que a manutenção do atendimento educacional especializado motive diretores de escolas regulares a recusarem a matrícula de alunos com deficiência.
- Todas as Apaes fazem atendimento complementar e encaminham para a escola. Somos a favor da política de inclusão da pessoa com deficiência e vamos monitorar (a integração deste aluno na escola regular) - comentou Erivaldo Neto.
A audiência pública da CDH contou com a participação dos senadores João Capiberibe (PSB-AP), vice-presidente da comissão, e Eduardo Suplicy (PT-SP).

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

TV para surdos no Brasil

A iniciativa pioneira no Brasil,  o Instituto Nacional de Educação de Surdos cria a TV INES consolidando uma programação exclusiva para para surdos, com tecnologias digitais para a internet, com visual bem agradável e de qualidade, proporciona uma programação dedicada ao interesse educacional.

Apresentando todo conteúdo com destaque à informação em LIBRAS, dessa forma o canal trabalha efetivamente para proporcionar a acessibilidade das pessoas surdas.

Trata-se de um projeto grandioso e vem demonstrar para nossa sociedade a necessidade de incorporar padrões de convivência de forma democrática, observando o interesse e as necessidades das pessoas.

Os programas exibidos diariamente são:  “Salto para o Futuro”, “Via Legal” e “Brasil Eleitor”, além da programação criada especialmente para os surdos : “Aulas de LIBRAS” e o “Tecnologia”, facilitando o acesso à informação.



Para assistir acesse: http://www.tvines.com.br​/

por: José Marcos

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

As evoluções tecnológicas e os paradoxos do direito autoral

Publicado por Luis Fernando Prado Chaves 


Nas últimas décadas, a sociedade mundial vem passando por um fenômeno de modernização das comunicações, que a cada dia se tornam mais instantâneas. Ademais, é raro um lar, atualmente, em que não se tenha um computador com acesso a Internet.
A ideia é que o público em geral se liberte gradativamente dos meios tradicionais de consumir a cultura do entretenimento (e.g. Youtube, Netflix). O comportamento de adequar os horários de nossas atividades cotidianas à programação das distribuidoras do conteúdo cultural e de entretenimento vai parecer cada vez mais obsoleto.
Além disso, as novas tecnologias, cada vez mais acessíveis, representam uma democratização das mídias. Ora, é muito mais fácil produzir e divulgar, ainda que de forma amadora, um texto, um vídeo, uma imagem e até mesmo uma música hoje, em 2013, que há 20 anos, por exemplo.
Nesse sentido, pode-se dizer que vivemos um processo de democratização da criatividade, o qual permite a transposição de barreiras de acesso ao mercado da criação. Hoje, o público deixa de ser apenas alvo do processo criativo para, muitas vezes, tornar-se agente criador.
As grandes empresas do ramo tecnológico, cientes de que cada vez mais os indivíduos que antes eram considerados meramente receptores da obra criada passam a ser agentes criadores, investem significativamente no mercado da criatividade digital. A gigante Apple, por exemplo, no ano de 2001, chegou a adotar como seu slogan a frase “rip, mix and burn”[1], fato que representa um reconhecimento de que seus consumidores buscavam produtos que interferissem diretamente no processo criativo.
Por outro lado, as empresa tradicionais do ramo das gravadoras, produtoras e editoras não se mostraram receptivas à imensa gama de possibilidades de alteração, distribuição e criação de conteúdo artístico, literal e musical trazidas pelas recém introduzidas tecnologias. Nas palavras da autora Alessandra Tridente[2], “empresas tradicionais apresentam uma tendência a não abraçar imediatamente novas tecnologias e novos mercados, mas estão sempre propensas a lutar contra eles, tentando preservar seu modo de fazer negócio convencional”.
Dessa forma, no início do presente milênio, muitas empresas tradicionais do ramo das produções musicais e cinematográficas tentaram combater no âmbito judicial as transposições aos direitos autorais possibilitadas pelas novas tecnologias.
O sistema peer-to-peer, de compartilhamento de arquivos entre usuários pela Internet, pareceu ser, à primeira vista, o grande vilão das grandes gravadoras e produtoras, mesmo porque era imune ao controle inibitório. Seu funcionamento se dá pelo intercâmbio de dados e arquivos diretamente entre usuários, sem que exista um controle central, razão pela qual é praticamente impossível proibi-lo ou inibi-lo.
Após várias demandas ajuizadas[3] (muitas delas infrutíferas), as empresas começaram a perceber que, no âmbito do marketing, poderia não ser interessante a perseguição judicial em face dos supostos violadores dos direitos autorais. Em outras palavras, as gravadoras, produtoras e editoras batalhavam judicialmente com indivíduos que compunham o próprio público alvo destas. Os lucros ou benefícios de se travar uma batalha judicial contra um jovem ou uma dona de casa, por exemplo, que tenha obtido de maneira ilegal (violando-se os direitos autorais) determinada obra não compensaria a imagem negativa que afetaria a empresa perante seus próprios consumidores.
Em que pese a ocorrência dessa referida mudança de comportamento das grandes empresas do ramo do entretenimento, decorrente de mera estratégia de marketing, as normas de direito autoral continuam a coibir severamente qualquer ação que possa representar uma violação aos direitos patrimoniais e morais do autor, bem como os direitos conexos.
Pode-se dizer que os fatores que ameaçam a liberdade da sociedade da informação, da Internet e da tecnologia digital atualmente são basicamente quatro: a lei, as normas sociais, o mercado e a arquitetura ou código (“estrutura inerente de como as coisas são construídas e ocorrem”[4]). Na atual conjuntura da sociedade da informação em rede, a arquitetura torna-se um dos fatores reguladores mais eficazes, pois permite o fechamento do conteúdo da informação transmitida na Internet, limitando o acesso a determinada obra ou conteúdo digital a usuários específicos por certo tempo. Ademais, ressalte-se que enquanto a regulação efetivada pela lei, normas sociais e mercado se dá a posteriori, a regulação arquitetônica acontece a priori.
Observe-se que, em muitos casos, a própria legislação autoral chega a representar uma ameaça ao princípio da livre concorrência. Ainda segundo Alessandra Tridente, “o direito autoral pode, assim, obstaculizar a livre concorrência, conferindo a certos agentes de mercado posições monopolísticas intoleráveis”[5].
Ademais, enquanto as novas tecnologias apresentam vastas possibilidades de criação, compartilhamento e modificação de obras artísticas, literais e musicais, as normas de direito autoral, paradoxalmente, continuam coibindo severamente qualquer possível afronta aos direitos de autor e/ou aos direitos conexos.
Dessa forma, as evoluções tecnológicas representam, a depender do ponto de vista da reflexão, ora instrumentos catalizadores do processo criativo, ora meios que viabilizam e até estimulam a ilegalidade.
Ainda sobre as questões paradoxais, é de se refletir se o direito autoral serve como instrumento de estímulo à liberdade de expressão, vez que garante ao autor de determinada obra que seu trabalho não será alterado sem sua autorização, dando-lhe direito também a auferir os benefícios econômicos e morais de sua criação, ou se representa, muitas vezes, um verdadeiro meio de censura, ao vedar, em regra, os trabalhos derivados, bem como as cópias e reproduções de uma obra.
Não bastasse, o direito autoral possui ainda um gritante paradoxo em sua própria estrutura. Isso porque os conceitos do ineditismo e da originalidade de uma obra se tornam imprecisos na medida em que esta, como elemento de comunicação entre o autor e o público, depende de significados e símbolos já existentes. Dessa forma, denota-se a dificuldade em se classificar uma obra como original e inédita, pois, mesmo as obras que assim são consideradas, certamente levam em sua composição elementos estruturais de outras pré-existentes.
E há mais: esses elementos pré-existentes, formadores da comunicação, podem, ainda, estar inacessíveis ao autor justamente graças às próprias normas de direito autoral, que protegem a exclusividade de exploração de tais elementos pelo autor antecessor[6].
Nesse contexto, ressalte-se também que, em regra, as obras derivadas são proibidas pelas normas de direito autoral, salvo se há autorização por parte do autor (tido por) original. Entretanto, atualmente vivemos em um mundo que nos apresenta formas revolucionárias de transmissão da informação, no qual limites territoriais e barreiras geográficas entre países são praticamente inexistentes.
Por exemplo, pela Internet, em poucos milésimos de segundo a partir de sua exteriorização, uma música recém-criada por um compositor em uma pequena cidade da China (autor original) pode chegar aos ouvidos de um DJ de certo renome, residente em algum país do continente americano, que, em um especial momento de inspiração, decide elaborar um remix ou inédita versão desta, com enorme potencial comercial, fato que poderia, inclusive, alavancar a carreira do compositor da obra original. Entretanto, imaginemos que, por uma infelicidade do destino, a obra musical chegue ao DJ de uma maneira que não se permita a localização e o contato com o autor original. Pelas normas de direito autoral, o DJ, nesse caso, nada pode fazer com a obra original, vez que não possui autorização para tanto.
Essa inibição do processo criativo ocorre porque, em que pese o fato das normas autorais exigirem a autorização para produção da obra derivada (no caso, o remix), inexiste um órgão (internacional) responsável pela manutenção de uma relação cadastral das obras (musicais) existentes e seus respectivos autores. Dessa forma, muitas vezes se torna impossível a identificação de um autor, bem como impraticável a comunicação entre agentes do processo criativo para que se obtenha uma autorização de elaboração de uma obra derivada.
Ainda sobre o paradoxo estrutural do direito autoral, faz-se necessário mencionar outro aspecto importante a respeito do elo entre autor, obra e interesse público. Se pensado o direito autoral como instrumento de proteção da titularidade privativa do direito do autor sobre sua criação, como sendo esta fruto exclusivo do seu trabalho individual, sem interferências externas, chega-se à conclusão de que é imperiosa a proteção absoluta do autor, nos termos e limites da lei. Por outro lado, se resulta entendido que a criação (obra intelectual) é, em verdade, fruto de inspiração advinda da sociedade, bem como que não há trabalho cultural/criativo sem influências de toda a coletividade sobre o autor, conclui-se pela impossibilidade de atribuição de um caráter absoluto ao direito autoral. 
Não bastasse, são as rígidas normas de direito autoral que fazem com que qualquer cidadão comum almeje sua violação. Até as pessoas sem má-intenção se tornam “piratas” em um mundo onde as regras (autorais) parecem, a par de paradoxais, absurdas[7].
Percebe-se que, por sua própria estrutura paradoxal, o direito autoral, a depender da dosagem em que se aplica, pode passar de remédio a veneno no que se refere à produção de bens intelectuais[8].

[1] Tradução livre: copie, misture, grave.
[2] TRIDENTE, Alessandra. Direito Autoral: Paradoxos e Contribuições para a Revisão da Tecnologia Jurídica no Século XXI. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008, p. 80
[3] No ano de 2005, a Recording Industry Association of America (RIAA) já havia processado mais de doze mil norte-americanos por violação aosdireitos autoraiss ao realizar downloads ilegais de músicas na Internet. (GOLDSMITH, Jack e WU, Tim.Who controls the internet? Illusions of a borderless world. New York: Oxford Press, 2006, p.109-115)
[4] LEMOS, Ronaldo. Direito, Tecnologia e Cultura, Rio de Janeiro: FGV, 2005, p. 21
[5] TRIDENTE, Alessandra. Direito Autoral: Paradoxos e Contribuições para a Revisão da Tecnologia Jurídica no Século XXI. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008, p. 83
[6] Ibid., p. 93
[7]  cf. LESSIG, Lawrence. REMIX: Making Art and Commerce Thrive in the Hybrid Economy. Estados Unidos: The Penguin Pres, 2008, p. 44
[8]  cf. TRIDENTE, Alessandra. Op. Cit., p. 105.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Diferença entre as velocidade de internet no mundo e seus preços

Pela retirada de obrigações de banda larga do Plano Geral de Metas de Universalização - PGMU, as teles se comprometem a oferecer, até 2014, em todo o país, acessos à internet de 1 Mbps por R$ 35. As ofertas devem ser iniciadas em 90 dias. Mas para cumprir o compromisso, valem as conexões ofertadas pela rede 3G, ou seja, da telefonia móvel.
Para que valha a pena, as empresas devem oferecer pacotes de serviços, os famosos “combos” com preços ainda mais atraentes. Otimismo, gente!
A operadora Telefônica já se posicionou e anunciou preços para os consumidores finais.  A Vivo, empresa do grupo, oferecerá acesso 1 Mbps por 3G a 29,90 reais mês. Além disso, será também oferecida, por meio da Telefônica/Telesp, banda larga na tecnologia ADSL e mesma velocidade por R$ 35, dentro de um plano alternativo que inclui telefonia fixa, com custo total para o consumidor de 65 reais.
Para amenizar o impasse que persistiu até a véspera do acordo, o governo concordou em retirar do termo de compromisso as garantias de qualidade – ou seja, aquelas que pretendiam fixar um percentual mínimo de velocidade efetivamente entregue. A prática de mercado atual é de que as empresas só garantem 10% do que foi contratado, mas nem isso ficou explicitado no novo acordo.
Mas esse já não era o preço praticado antes? Você também está sentindo cheiro de super-marketing patrocinado pelo governo?
Então quer dizer que teremos internet mais barata, com qualidade equivalente a outros países?
Muita hora nesta calma. Os Estados Unidos tem fama de ter internet rápida e barata. A empresa de alta tecnologia Akamai, responsável por distribuir conteúdos tão importantes e complexos como o do Google, afere uma velocidade média de 18.7Mbps por usuário. Se filtrar as cidades dos Estados Unidos sem universidades à velocidade cai dramaticamente, sendo assim a média de velocidade nos Estados Unidos cai para 5,2 Mbps. Neste caso não se pode considerar os Estados Unidos como a velocidade mais rápida do mundo. Na média de velocidade de internet esta classificada no 15º no ranking mundial.
No primeiro trimestre de 2010, calculado pela Akamai a média máxima de conexão no mundo é de 66 Mbps no Japão, a Coréia poderia ser o líder do ranking se a média fosse somente da Coréia do sul, sem calcular a Coréia do norte (já que o país se dividiu em todos os aspectos).
Japão não é líder somente de velocidade no ranking mundial de internet, também lidera o mundo com o menor custo de internet, conforme dados recentes da OCDE.. Japão desfruta do custo de 1 megabit por $0,27 por mês. Isto quer dizer que custaria menos de R$1 para 1 megabit de velocidade no Brasil. A realidade é bem diferente, o Brasil se enquadra na internet mais cara do mundo aproximadamente R$65 para 1 mbps por mês. E a média máxima de velocidade de 500 kbps.

Imagina só se pudéssemos ter internet de 1GB por R$26 reais por mês, esta é uma realidade em Hong Kong.
No Brasil, a internet mais rápida de 100Mbps via fibra óptica chega a custar R$450 por mês,  considerando um link full, ou seja, 100 Mbps de upload e de download.
Serviço
Mbps
Megabit por segundo – é como se cobra pela internet, como se fosse água, energia ou gás. Mede a quantidade de dados trafegados. Não é megabyte por segundo, pois os dados trafegam em bits, um atrás do outro. Um byte = 8 bits.
taxa de upload
Velocidade durante o envio de informações pela internet para outros computadores. Nas assinaturas de banda larga praticadas pelas operadoras de telefonia do Brasil, corresponde a mais ou menos 10% da taxa de download
taxa de download
Obviamente é o oposto. Mesmo que você não baixe filmes, músicas, jogos etc. está baixando informações para o seu computador, mesmo que temporariamente, cada vez que navega na internet
ADSL
Principal sistema de banda larga vendido no varejo por assinatura no Brasil. Por se assíncrono, a velocidade é variável, mas o custo para a operadora é muito menor, porque é compartilhado com outros usuários. Um link full (mesma taxa de upload e download) custa pelo menos 20 vezes mais que uma assinatura ADSL – e é vinte vezes melhor…






Brasil tem tarifa de celular mais cara do mundo

As tarifas de telefonia móvel cobradas no Brasil são as mais caras do mundo em termos absolutos, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão ligado às Nações Unidas.
De acordo com o levantamento, que tem como base dados de 2012, o preço por minuto para ligação entre celulares de uma mesma operadora é de 0,71 dólar no Brasil (dados de São Paulo), a mais cara entre os 161 países analisados. Perto do Brasil estão Bélgica e Nova Zelândia, com 0,70 dólar o minuto, e Suíça, com 0,68 dólar.

No México e na Argentina, o preço por minuto é de 0,32 dólar, no Peru, de 0,18 dólar, e no Chile, 0,14 dólar.
No caso das ligações entre diferentes operadoras, a ligação fica ainda mais cara no Brasil, com o valor de 0,74 dólar o minuto. Entre os países com tarifa mais alta, estão Bélgica e Nova Zelândia (0,70 dólar), Suíça (0,68 dólar), Argentina e Irlanda (0,63 dólar).
Na Rússia, a ligação para diferentes operadoras custa apenas 0,09 centavos o minuto, na África do Sul, 0,40 dólar, e na Índia, 0,02 dólar.
De acordo com a associação das operadoras de telecomunicações no Brasil, a Telebrasil, o estudo leva em conta apenas o preço máximo adotado pelas operadoras. "Com isso, o resultado do relatório não reflete a realidade brasileira, formada por uma grande variedade de planos alternativos, com preços muito mais baratos", afirmou a entidade em comunicado.
A Telebrasil também citou a carga tributária brasileira como fator de encarecimento da telefonia móvel no país.
O estudo apresenta também resultados da cesta de preços dos serviços de telecomunicações, formada pela composição de preços de telefonia fixa, móvel e Internet banda larga fixa computados como um percentual do Produto Nacional Bruto per capita (PNB per capita).
A cesta de preços avalia o quanto os serviços estão acessíveis tanto em valores absolutos quanto relativamente ao paridade do poder de compra (purchasing power parity - PPP) das populações.
De acordo com a metodologia aplicada pela UIT, as três primeiras posições no ranking de menores custos dos serviços estão ocupadas por Macau (China), Qatar e Hong Kong (China), onde os usuários gastam, respectivamente, 0,2 por cento, 0,4 por cento e 0,4 por cento de suas rendas com a cesta de serviços de telefonia fixa, móvel e banda larga.
Nessa metodologia, o Brasil registra 4 por cento da renda do cidadão consumida pela cesta de serviços.
Penetração
O estudo mostrou ainda que o Brasil permaneceu em 62º lugar no ranking de 157 países mais conectados à Internet e à telefonia celular e fixa no mundo, apesar do índice brasileiro ter subido de 4,59 para 5,00.
O ranking é liderado pela Coreia do Sul, com índice de 8,57, seguida por Suécia, Islândia, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Países Baixos.
Os cinco países que mais subiram foram Emirados Árabes Unidos, Líbano, Barbados, Seychelles e Bielorrússia.
De acordo com o relatório, publicado desde 2009, no Brasil a penetração da banda larga móvel aumentou de 22 por cento em 2011 para 37 por cento ao fim de 2012, sendo que 88 por cento da população estava coberta com a tecnologia 3G.
A proporção de domicílios com computador no Brasil, de acordo com a UIT, subiu de 45 por cento para 50 por cento no fim de 2012. A proporção de domicílios com acesso à Internet também cresceu, passando de 38 por cento em 2011 para 45 por cento em 2012.
Segundo o estudo, um dos motivos que explica tal crescimento é o Plano Nacional de Banda Larga, que prevê medidas para levar o acesso à Internet em banda larga para mais de 40 milhões de domicílios no país até 2014.



Mais de 69% da população brasileira têm celular

Índice é 23,1% maior do que o registrado em 2009, indica Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011. Acesso à internet também cresceu: 46,5% dos brasieliros acima de 10 anos têm acesso à rede

No período de dois anos que separa as duas últimas pesquisas de amostra de domicílios (Pnad), feitas pelo IBGE, 21,7 milhões de pessoas no Brasil passaram a ter pelo menos um telefone celular móvel de uso pessoal. Os aparelhos móveis estão atualmente nas mãos de 115,4 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade – número que corresponde a 69,1% da população consultada pelos pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números apresentados nesta sexta-feira mostram um crescimento de 23,1% na população com acesso a esse tipo de tecnologia.
Pela primeira vez no estudo, que investiga a parte de tecnologia da informação e comunicação desde 2005, todas as grandes regiões do país registraram o uso de telefone móvel por mais de metade da população – no Norte e Nordeste, por exemplo, o índice em 2009 era de 47,5% e 45,2%, respectivamente. O aumento mais expressivo (14,1 pontos porcentuais) foi observado no Nordeste, que hoje aparece com 59,4% dos habitantes falando ao celular. O crescimento mais tímido (7,8 pontos) ocorreu no Sul, onde 73,3% das pessoas declararam ter um telefone móvel no período em que foi realizada a pesquisa.

Se o total de usuários for separado por idade, pode-se verificar que a maioria das pessoas que tem celular está na faixa dos 20 aos 39 anos, com um índice que supera 82%. “É este grupo que concentra a força de trabalho no país”, explica Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad. O maior crescimento nos últimos dois anos, no entanto, se deu entre os adolescentes: de 51,8%, em 2009, para 67,5%, em 2011, na faixa dos 15 aos 17 anos. O acréscimo de 15,7 pontos porcentuais.
A tendência brasileira é de substituição das linhas de telefone fixo pelos celulares. Nos 61,292 milhões de domicílios consultados pela Pnad, 89,9% tinham telefone, dos quais 49,7% declararam possuir apenas o celular. São 30,4 milhões de casas onde só se usa o móvel para fazer e receber ligações. O uso exclusivo do telefone fixo foi declarado por apenas 3,5% do total de domicílios. Enquanto 36,7% disseram possuir os tipos de linha e 10,1%, nenhum deles.
Internet – O crescimento da conexão à internet também aparece na pesquisa. A Pnad constatou que, em 2011, o acesso (de qualquer lugar, não apenas em casa) à rede chega a 77,7 milhões de pessoas, que representam 46,5% dos habitantes acima dos 10 anos de idade. São 9,9 milhões de pessoas a mais do que o observado na pesquisa anterior, um crescimento de 4,9 pontos porcentuais.
A proporção de usuários de internet cresceu em todas as regiões, e passou da metade da população em três delas: Sudeste (54,2%), Centro-Oeste (53,1%) e Sul (50,1%). E assim como no caso dos celulares, os jovens também são maioria no acesso à web: na faixa dos 15 aos 19 anos, o índice chega a 74,1%. O maior aumento, porém, foi verificado no grupo entre 30 a 39 anos: 9,3 pontos porcentuais de 2009 para 2011, passando de 42% para 51,3%.
Celulares e internet são um mercado em franca expansão. A velocidade desse crescimento cria também algumas preocupações para as autoridades que devem zelar pela qualidade do serviço. A falta de investimento na estrutura de telefonia levou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a suspender as vendas de três operadoras, diante do número de reclamações e do alto índice de queda nas ligações. Em 2011, de acordo com a Anatel, foram habilitadas 3.669.425 novas linhas de telefone celular no país. Na quinta-feira (19) a Anatel divulgou dados atualizados de 2012. O país atingiu, em agosto de 2012, 257,9 milhões de linhas celulares.

sábado, 28 de setembro de 2013

Imagem do Dia

Panda Gigante
A panda gigante "Yuan Yuan" abraça filhote nascido através de inseminação artificial no zoológico de Taipei, em Taiwan

Cartilha ajuda pais em brincadeiras para filhos com síndrome de Down

Material, chamado TO Brincando (terapia ocupacional), tem propostas pedagógicas para facilitar o aprendizado de conceitos relacionados à comunicação, ao raciocínio lógico e à percepção corporal
Para Miryam Pires, o principal obstáculo enfrentado pelos pais é a falta de conhecimento sobre como educar o filho


Rio de Janeiro – A organização não governamental Movimento Down, em parceria com os Correios, lançou na manhã desta sexta-feira (27/9) uma série de cartilhas para auxiliar pais e profissionais em brincadeiras e jogos adaptados para crianças com síndrome de Down. O material, chamado TO Brincando (terapia ocupacional), tem propostas pedagógicas para facilitar o aprendizado de conceitos relacionados à comunicação, ao raciocínio lógico e à percepção corporal. A coleção foi elaborada junto com o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), será disponibilizada para download gratuito no portal da organização.

“O projeto nasce de uma necessidade de formação e informação de pessoas que trabalham com crianças com síndrome de Down. A gente vem trabalhando e desenvolvendo jogos comerciais a partir desse olhar. Então, a gente pensa nesse jogo como um que tenha mais acessibilidade física, visual e comunicativa”, disse a coordenadora do projeto TO Brincando, Miryam Pires.

Para Miryam Pires, o principal obstáculo enfrentado pelos pais é a falta de conhecimento sobre como educar o filho. “Fazemos workshop para famílias, para profissionais. A gente traz crianças para o atendimento aqui no IPPMG [Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira]. Temos mais ou menos 50 crianças em trabalho aqui”


A coordenadora do Movimento Down, Débora Mascarenhas, informou que o atendimento às famílias é feito pela internet. “Por via do contato do portal, a gente tem em torno de 3 mil famílias acolhidas em um ano e meio. Temos 45 mil seguidores no Facebook. Então, de forma direta, ou indireta, esse conteúdo chega no Brasil e fora dele. Tem 25 países, além do Brasil, que acessam o portal do movimento”, disse, acrescentando que a organização foi criada em 21 de março de 2012, quando o Brasil comemorou pela primeira vez o Dia Internacional da Síndrome de Down.


O ator Breno Viola, que tem a síndrome, destacou a importância do projeto. “É muito bom estar contribuindo juntos com o TO Brincando. Os materiais são adaptados para pessoas com deficiência”, disse o ator, que participou do filme Colegas, que conta as aventuras de três jovens com síndrome de Down.

Fonte:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2013/09/27/interna_ciencia_saude,390528/cartilha-ajuda-pais-em-brincadeiras-para-filhos-com-sindrome-de-down.shtml

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Escola pública de Planaltina constrói salas de PET para inovar o ensino


Distante cerca de 50km do centro da capital, o Centro de Ensino Fundamental 02 (CEF 02), em Planaltina, encontrou um diferencial para evitar a evasão escolar. Em instalações construídas com garrafas PET, projeto premiado nacionalmente, a instituição provou que é possível integrar conteúdos tradicionais com atividades extracurriculares, que engajou toda a comunidade escolar. 

A mudança no colégio começou em 2011, quando o coordenador da escola integral, Gilvan Luis França, 47 anos, idealizou a construção de uma sala multiuso de 66m² cujas paredes são feitas de 15 mil garrafas de plástico, material arrecadado por estudantes e utilizado em substituição aos tijolos. "Tínhamos a demanda de atender 130 alunos da educação integral e não tínhamos espaço. Daí surgiu a necessidade de construir essa sala, que é maior que uma tradicional, para podermos oferecer as atividades. Essa construção uniu toda a comunidade e foi feita pelos próprios alunos", detalhou França.

A estrutura, na parte inferior da construção, é formada por garrafas cheias de areia e unidas umas nas outras com barro. No alto das paredes, os vasilhames foram preenchidos com água colorida, o que permite maior luminosidade dentro do cômodo, que é utilizado para o desenvolvimento das atividades da escola integral. "Antes não existia nada nesse lugar e agora temos essa sala, que é uma maravilha para nós, estudantes, porque aqui temos um espaço seguro onde podemos aprender e nos divertir. Essa construção dá mais vontade de ficarmos na escola e aprender mais", disse Jaime Guimarães, 14 anos, aluno da 7ª série.

O único concreto utilizado na obra foi para fazer as colunas que sustentam um telhado de amianto, e a inovação na forma de construir rendeu a França, que é biólogo, uma premiação de R$2 mil, oferecida, em São Paulo, pela Associação Brasileira da Indústria do Pet (Abipet). O docente também venceu a "6ª edição do Prêmio Professores do Brasil", concurso promovido pelo Ministério da Educação, com premiação de R$7 mil, que foram utilizados para comprar instrumentos musicais para os alunos, que há três meses passaram a estudar teoria musical em grupo.

"A música me faz livre e representa tudo o que sinto. Esse projeto faz com que tenhamos mais orgulho de estudar em escola pública, que tenhamos mais vontade de estar na escola e de querer sempre aprender mais", opinou a estudante da 7ª série Ana Catarina Felinto, 14 anos, vocalista da turma.

Inovação
Além da construção da sala de aula ecologicamente correta, França desenvolve outros projetos voltados à sustentabilidade e à proteção do meio ambiente. Atualmente, o professor faz testes de um aquecedor de água feito com 120 garrafas PET e 36m de cano PVC, que utiliza o calor do sol para elevar a temperatura da água armazenada em uma caixa d'agua de 100L. "São projetos simples que queremos que os pais levem para casa e que tenham mudança de hábitos. Ao fazermos esse tipo de aparelho e termos o apoio dos pais, as crianças crescem com outra visão e, principalmente, respeitando o ambiente em que vivem", complementou o professor.


Mãe e tia de alunas do CEF 02, Marilene Ataíde, 40 anos, aprova todas as iniciativas de França e, ainda, contribui para que elas se tornem realidade. Monitora de atividades, Ataíde passa parte do seu dia na escola, onde ajuda a desenvolver as tarefas do período integral e diz que a instituição passou por mudanças significativas. "Essas atividades que temos aqui influenciam na cabeça das crianças e ajudam muito o desenvolvimento escolar delas. Eu, como mãe e como monitora, acompanho diariamente a rotina da escola e vejo que a qualidade é excelente", ressaltou Ataíde.

As melhorias no ensino também são percebidas pela monitora Sarah Marques, 22 anos, que cursou da 1ª à 8ª série nessa escola, em uma época que essas novidades não existiam. "Quando estudei aqui, anos atrás, perdi muitas coisas como as que os alunos estão tendo agora. Eles podem participar de atividades diferentes, fora das salas de aula, e isso ajuda muito na formação", opinou.

A escola conta, além dessas inovações, com um formato diferenciado de ensino, em que os alunos são convidados a saírem das salas de aula para aprenderem em passeios a pontos turísticos, teatros, cinema, dentre outros locais. O aprendizado, na escola, se estende, ainda, a uma horta onde são cultivados tomate, cenoura, alface e cheiro-verde, produtos que são produzidos sem agrotóxicos e que são utilizados no incremento da merenda escolar.

Ainda no canteiro, que é frequentemente utilizado pelos alunos, a estrutura para o plantio é feita de garrafas PET e de pneu, para, segundo o professor, causar menos impacto ao meio ambiente e conscientizar as crianças, desde pequenas, para o seu papel na sociedade.



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Formação de professores em tecnologias digitais acessíveis

A formação continuada de professores é um requisito de extrema importância para a melhoria qualidade do ensino no Brasil. É a oportunidade que os profissionais de educação têm para incorporar novas técnicas, realizar debates e aprofundar seus conhecimentos.
Este processo é cada vez mais necessário no campo pedagógico, reconhecendo a diversidade existente em nossas salas de aula, observando as demandas de nossos alunos.
Visite este site e conheça o curso de  Formação de professores em tecnologias digitais acessíveis, um projeto valioso.


http://engenhodeideias.com.br/projetos/2013/faurgs/#Fechar


Hackers poderão invadir carros e casas com o advento da 'internet das coisas'

Imagine estar dirigindo por uma via expressa a 100 km/h e seu carro subitamente perder o controle, causando um acidente que fira dezenas de pessoas. Agora imagine que você nada teve a ver com o acidente, porque hackers tomaram o controle do carro.
Charlie Miller, pesquisador de segurança do Twitter, e Chris Valasek, diretor de informações de segurança na IOActive, uma companhia que pesquisa o tema, recentemente demonstraram como hackers podem tomar o controle de veículos.
Eles bloquearam completamente a capacidade do motorista: freios inativos, direção distorcida. Tudo isso com o apertar de um botão.
Os pesquisadores tomaram o controle de um Toyota Prius e de um Ford Escape, modelos híbridos (também usam motor elétrico) que já circulam nos Estados Unidos.
E se os hackers e os pesquisadores de segurança estão indo além de esforços para invadir --ou proteger-- contas de e-mail e bancárias e evitar outras trapaças digitais, hoje exploram brechas a fim de violar a segurança tecnológica de residências ou, em casos extremos, matar pessoas que usem aparelhos médicos implantados.
"Hoje não há muitas maneiras de permitir que os hackers conduzam ataques remotos: Bluetooth, sensores remotos nos pneus, unidades de telemetria", diz Miller. "Mas quando os carros estiverem conectados à internet, as coisas ficarão mais fáceis para os atacantes."
As montadoras de automóveis e o governo estão cientes de tal vulnerabilidade. De fato, Miller e Valasek receberam verba da Darpa (Agência de Pesquisa Avançada de Projetos de Defesa) para pesquisar métodos que permitiriam evitar ataques. O maior medo é o futuro, porque os carros serão mais computadorizados --ou podem se tornar completamente automáticos.
Para eles, carros que podem ser invadidos por hackers são um desdobramento preocupante para pessoas que não gostam nem de usar o "cruise control", recurso de velocidade constante.

FECHADURAS WI-FI
E, para agravar a paranoia, os pesquisadores alertam que nossas casas são ainda mais vulneráveis a invasores digitais do que nossos carros. Ao menos se ladrões de casas trocarem seus pés-de-cabra e suas alavancas por laptops e sistemas de rastreamento de wi-fi.
Aparelhos como o Lockitron, uma fechadura para casas que funciona por wireless e pode ser aberta com um smartphone, podem servir de caminho para que ladrões tecnologicamente competentes invadam casas. Não é que tal tecnologia seja ruim, afinal, ela está na empresa mais avançada no ramo de segurança doméstica sem fio.
"Criamos a Lockitron do zero tendo em mente a segurança", afirma a companhia em comunicado, reconhecendo, porém, que "qualquer pessoa que alegue que é impossível invadir seu sistema estaria errada".
Os hackers também poderiam usar nossos televisores e webcams, monitorando tudo que estamos fazendo e dizendo. Lâmpadas de próxima geração conectadas à web podem ser alvo de interferência. Refrigeradores digitais podem ser desligados, o que faria sua comida estragar sem que o dono soubesse.
SMARTPHONES
Alguns desses ataques seriam apenas piadas, ainda que causadoras de problema. Pesquisadores alertam que os vasos sanitários Inax Satis, que têm controle Bluetooth que permite que sejam acionados por um app em smartphones, podem ser atacados de modo a espirrar água para cima, e não para baixo.
Alertada de que seus produtos estão vulneráveis, a Inax informou que lançou uma atualização de segurança em agosto. Sim, no futuro você terá de baixar atualizações de segurança para seu vaso sanitário!
E há os temores comuns quanto aos smartphones. Na conferência de hackers BlackHat, Kevin McNamee, diretor da Kindsight Security Labs, demonstrou como tomar o controle de um celular com sistema Android inserindo códigos por meio do jogo "Angry Birds". Depois de tomar o controle do aparelho, McNamee conseguiu remover fotos e dados pessoais sem que o proprietário tivesse consciência.
Outros pesquisadores assumiram o controle de um iPhone por meio de um adaptador de energia --sim, um pequeno fio elétrico branco-- e conseguiram capturar senhas e e-mails, em aparelhos com sistema operacional iOS até a sexta e atual versão.
APARELHOS MÉDICOS
Mas alguns dos pesquisadores de segurança mais avançados estão pensando em invasões ainda mais assustadoras, de aparelhos médicos implantados.
Barnaby Jack, conhecido por ter invadido um caixa automático e conseguido tirar dinheiro sem cartão, demonstraria no evento BlackHat como é possível invadir aparatos médicos no corpo humano, como marcapassos, para matar alguém.
Infelizmente, Jack, que estava na casa dos 30 anos, morreu pouco antes da apresentação, de causas ainda desconhecidas. Ele costumava ser descrito como "hacker ético", e esperava demonstrar tal ataque como alerta aos fabricantes.
REALIDADE x TEORIA
Será que a saída é cavar buracos em nossos quintais, enterrar nossos computadores e smartphones e nunca mais dirigir? Alguns pesquisadores dizem que muitas dessas demonstrações são provocantes, mas ainda assim teóricas e não configuram um risco concreto imediato.
"Às vezes existe uma grande distância entre os pesquisadores e o mundo real. A ideia é justamente antecipar e reduzir os problemas, mas não é incomum que as conferências discutam tecnologias exóticas que ainda não afetam nossa vida diária", disse Chris Rohlf, fundador da Leaf Security Research, uma consultoria de segurança.
"À medida que a tecnologia é incorporada a aparelhos, o foco quanto à segurança crescerá. Onde existe tecnologia, há hackers", diz.
"Não conseguimos descobrir como deter ataques contra navegadores de web em computadores pessoais, mesmo depois de 10 anos de tentativas, e por isso não há razão para imaginar que possamos deter 100% dos ataques contra carros ou outros aparelhos no futuro", diz Miller.
Tradução de PAULO MIGLIACCI

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Brasileiro inventor de "luz engarrafada" tem ideia disseminada pelo mundo

Invenção teve como intuito solucionar problemas decorrentes dos constantes apagões de energia registrados em 2002 no Brasil

Um mecânico da cidade mineira de Uberaba está iluminando diferentes locais do mundo com sua invenção. A ideia de Alfredo Moser deve atingir a marca de um milhão de casas por tudo o mundo, que utilizam a 'luz engarrafada'. A solução encontrada por ele para iluminar o próprio lar em um dia de corte de energia é simples, sustentável e funcional. Para isso, ele utilizou apenas garrafas plásticas PET com água e uma pequena quantidade de cloro.

A "lâmpada de Moser" foi inventada em um contexto delicado para o Brasil, quando em 2002 houve uma crise no fornecimento de energia elétrica. A invenção do brasileiro proporcionou uma alternativa viável e sustentável para obter luz, que inspira várias partes do mundo. “Essa é uma luz divina. Deus deu o sol e luz para todos. Qualquer pessoa que usar essa luz economiza dinheiro, você não leva choque e essa luz não lhe custa nem um centavo", ressalta Moser.

Seguindo o método de Moser, uma fundação de caridade das Filipinas, a MyShelter, começou a produzir a invenção brasileira em junho de 2011. Agora, a entidade capacita pessoas para fazer e instalar as garrafas e, com isso, garantir uma pequena renda. Nas Filipinas, onde um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza (de acordo com a ONU, com menos de US$ 1 por dia), a eletricidade é muito cara. A ideia deu tão certo, que as lâmpadas de Moser foram instaladas em 140 mil casas e chegaram também, a outros 15 países, dentre eles Índia, Bangladesh, Tanzânia, Argentina e Fiji.
 
Como funciona
O funcionamento é através da refração da luz do sol em uma garrafa de dois litros cheia d'água. "Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde, por causa da proliferação de algas. Quanto mais limpa a garrafa, melhor", explica Moser. Em seguida, é necessário fazer um buraco na telha com uma furadeira e encaixar, de cima para baixo, a garrafa cheia. "Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos. Mesmo se chover, o telhado nunca vaza, nem uma gota. A lâmpada funciona melhor se a tampa for encapada com fita preta", ensina o inventor, que completa dizendo: "o resultado depende de quão forte é o sol, mas um engenheiro calculou que é entre 40 e 60 watts", finaliza Moser.
 
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as lâmpadas feitas com as garrafas plásticas não necessitam de energia para serem produzidas, já que o material pode ser coletado e reaproveitado pelos moradores da própria comunidade. 

A “pegada de carbono” é a unidade que mede o quanto de CO2 é dispensado na atmosfera para se produzir algo. De acordo com a medida, cada lâmpada incandescente emite 0,42kg de CO2. Já as lâmpadas de 50 watts, ligadas 14 horas por dia no período de um ano, tem 'pegada de carbono' de quase 200kg de CO2. Com a analogia, a ONU em uma análise destacou: “as lâmpadas de Moser também não emitem CO2 quando ligadas”.

Alfredo Moser - solução para iluminar o ambiente de forma ecológica.


fonte:http://correiobraziliense.lugarcerto.com.br/app/noticia/ultimas/2013/08/27/interna_ultimas,47288/brasileiro-inventor-de-luz-engarrafada-tem-ideia-disseminada-pelo-mundo.shtml

quinta-feira, 27 de junho de 2013

CARTILHA ENSINA OS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 20 de novembro de 1989
representantes de centenas de países aprovaram a Declaração dos Direitos da Criança. Ela foi adaptada da Declaração Universal dos Direitos Humanos, porém, voltada para as crianças.

  1. Todas as crianças devem ser protegidas da violência doméstica.
  2. Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.
  3. Todas as crianças devem ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possam se desenvolver fisicamente e intelectualmente.
  4. Todas as crianças têm direito a uma nacionalidade.
  5. Todas as crianças têm direito a alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento. Esse direito também se aplica à sua mãe.
  6. As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais.
  7. Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.
  8. Todas as crianças têm direito à educação gratuita e ao lazer.
  9. Todas as crianças têm direito de ser socorridas em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes.
  10. Todas as crianças devem ser protegidas contra o abandono e a exploração no trabalho.
  11. Todas as crianças têm o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.
  12. Todas as crianças têm o direito de viver saudavelmente.
  13. Todas as crianças têm direito de ter um nome.
  14. Todas as crianças têm direitos ao estudo e lazer 

CARTILHA ENSINA OS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE



Os direitos da criança e do adolescente foram transformados em uma cartilha para educar a todos sobre situações de abusos contra os jovens e promover o respeito à cidadania. A iniciativa da cartilha, lançada no dia 12 de maio de 2011, em Fortaleza (CE), foi da Secretaria de Reforma do Judiciário (Ministério da Justiça) e da Associação Nacional dos Defensores Públicos e a Secretaria de Direitos Humanos.

 Clique aqui e baixe o arquivo em PDF. As ilustrações são do cartunista Ziraldo.