Pela retirada de obrigações de banda
larga do Plano Geral de Metas de Universalização - PGMU, as teles se
comprometem a oferecer, até 2014, em todo o país, acessos à internet de 1 Mbps
por R$ 35. As ofertas devem ser iniciadas em 90 dias. Mas para cumprir o
compromisso, valem as conexões ofertadas pela rede 3G, ou seja, da telefonia
móvel.
Para que valha a pena, as empresas
devem oferecer pacotes de serviços, os famosos “combos” com preços ainda mais
atraentes. Otimismo, gente!
A operadora Telefônica já se posicionou
e anunciou preços para os consumidores finais. A Vivo, empresa do grupo,
oferecerá acesso 1 Mbps por 3G a 29,90 reais mês. Além disso, será também
oferecida, por meio da Telefônica/Telesp, banda larga na tecnologia ADSL e
mesma velocidade por R$ 35, dentro de um plano alternativo que inclui telefonia
fixa, com custo total para o consumidor de 65 reais.
Para amenizar o impasse que persistiu
até a véspera do acordo, o governo concordou em retirar do termo de compromisso
as garantias de qualidade – ou seja, aquelas que pretendiam fixar um percentual
mínimo de velocidade efetivamente entregue. A prática de mercado atual é de que
as empresas só garantem 10% do que foi contratado, mas nem isso ficou
explicitado no novo acordo.
Mas esse já não era o preço praticado
antes? Você também está sentindo cheiro de super-marketing patrocinado pelo
governo?
Então quer dizer que teremos internet
mais barata, com qualidade equivalente a outros países?
Muita hora nesta calma. Os Estados
Unidos tem fama de ter internet rápida e barata. A empresa de alta tecnologia
Akamai, responsável por distribuir conteúdos tão importantes e complexos como o
do Google, afere uma velocidade média de 18.7Mbps por usuário. Se filtrar
as cidades dos Estados Unidos sem universidades à velocidade cai
dramaticamente, sendo assim a média de velocidade nos Estados Unidos cai para
5,2 Mbps. Neste caso não se pode considerar os Estados Unidos como a velocidade
mais rápida do mundo. Na média de velocidade de internet esta classificada
no 15º no ranking mundial.
No primeiro trimestre de 2010,
calculado pela Akamai a média máxima de conexão no mundo é de 66 Mbps
no Japão, a Coréia poderia ser o líder do ranking se a média
fosse somente da Coréia do sul, sem calcular a Coréia do norte (já que o país
se dividiu em todos os aspectos).
Japão não
é líder somente de velocidade no ranking mundial de internet,
também lidera o mundo com o menor custo de internet, conforme dados
recentes da OCDE.. Japão desfruta do custo de 1 megabit por $0,27 por mês.
Isto quer dizer que custaria menos de R$1 para 1 megabit de velocidade no
Brasil. A realidade é bem diferente, o Brasil se enquadra na internet mais cara
do mundo aproximadamente R$65 para 1 mbps por mês. E a média máxima de
velocidade de 500 kbps.
Imagina
só se pudéssemos ter internet de 1GB por R$26 reais por mês, esta é uma
realidade em Hong Kong.
No Brasil, a
internet mais rápida de 100Mbps via fibra óptica chega a custar R$450 por
mês, considerando um link full, ou seja, 100 Mbps de upload e de
download.
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Serviço
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Mbps
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Megabit
por segundo – é como se cobra pela internet, como se fosse água, energia ou
gás. Mede a quantidade de dados trafegados. Não é megabyte por segundo, pois
os dados trafegam em bits, um atrás do outro. Um byte = 8 bits.
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taxa de
upload
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Velocidade
durante o envio de informações pela internet para outros computadores. Nas
assinaturas de banda larga praticadas pelas operadoras de telefonia do
Brasil, corresponde a mais ou menos 10% da taxa de download
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taxa de
download
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Obviamente
é o oposto. Mesmo que você não baixe filmes, músicas, jogos etc. está
baixando informações para o seu computador, mesmo que temporariamente, cada
vez que navega na internet
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ADSL
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Principal
sistema de banda larga vendido no varejo por assinatura no Brasil. Por se
assíncrono, a velocidade é variável, mas o custo para a operadora é muito
menor, porque é compartilhado com outros usuários. Um link full (mesma taxa
de upload e download) custa pelo menos 20 vezes mais que uma assinatura ADSL
– e é vinte vezes melhor…
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