quinta-feira, 27 de junho de 2013

CARTILHA ENSINA OS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 20 de novembro de 1989
representantes de centenas de países aprovaram a Declaração dos Direitos da Criança. Ela foi adaptada da Declaração Universal dos Direitos Humanos, porém, voltada para as crianças.

  1. Todas as crianças devem ser protegidas da violência doméstica.
  2. Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.
  3. Todas as crianças devem ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possam se desenvolver fisicamente e intelectualmente.
  4. Todas as crianças têm direito a uma nacionalidade.
  5. Todas as crianças têm direito a alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento. Esse direito também se aplica à sua mãe.
  6. As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais.
  7. Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.
  8. Todas as crianças têm direito à educação gratuita e ao lazer.
  9. Todas as crianças têm direito de ser socorridas em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes.
  10. Todas as crianças devem ser protegidas contra o abandono e a exploração no trabalho.
  11. Todas as crianças têm o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.
  12. Todas as crianças têm o direito de viver saudavelmente.
  13. Todas as crianças têm direito de ter um nome.
  14. Todas as crianças têm direitos ao estudo e lazer 

CARTILHA ENSINA OS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE



Os direitos da criança e do adolescente foram transformados em uma cartilha para educar a todos sobre situações de abusos contra os jovens e promover o respeito à cidadania. A iniciativa da cartilha, lançada no dia 12 de maio de 2011, em Fortaleza (CE), foi da Secretaria de Reforma do Judiciário (Ministério da Justiça) e da Associação Nacional dos Defensores Públicos e a Secretaria de Direitos Humanos.

 Clique aqui e baixe o arquivo em PDF. As ilustrações são do cartunista Ziraldo. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dificuldades no aprendizado de matemática reduz o número de profissionais de Engenharia

Um estudo da ONG  "Todos Pela Educação" mostrou que só 10% dos jovens brasileiros que concluem o ensino médio sabem matemática. Para muitos, a disciplina nunca foi a matéria preferida. O levantamento revela ainda que o desempenho dos estudantes piorou, já que em 2009 o percentual era de 11%. Em português, o índice permaneceu o mesmo: 29% dos alunos aprenderam o que deveriam ao terminar o ensino médio.


Toda essa disparidade entre português e matemática afeta na escolha do curso superior. Cursos como Engenharia estão com menor procura do que cursos das áreas de humanas. Para a responsável pelo estudo, Priscila Cruz, diretora executiva do "Todos Pela Educação", não dá para a gente imaginar uma sociedade que inova, uma sociedade que se desenvolve na inovação, nas novas tecnologias sem ter uma base muito bem consolidada na matemática, nas ciências. O Brasil é uma das maiores economias do mundo e um dos piores países em educação, então não dá para a gente manter essa distância do jeito que está?, afirma.
A procura por profissionais de engenharia aumenta gradativamente. Segundo estudo, até 2015, o Brasil vai precisar de 300 mil engenheiros, mas o país não consegue formar a quantidade de profissionais necessários para a área. De acordo com a Federação Nacional dos Engenheiros, os estudantes não estão terminando o curso e os que terminam não buscam uma especialização.
Segundo a Federação, o Brasil forma cerca de 38 mil engenheiros por ano, mas precisa de quase o dobro disso para dar conta da demanda. Mesmo com salário inicial na média de R$ 5,5 mil, o mercado ainda sente falta de profissionais, principalmente, profissionais qualificados

segunda-feira, 17 de junho de 2013

E-books ajudam a difundir a obra de escritores como Machado de Assis, Victor Hugo e Eça de Queirós entre leitores

Vale a pena ler de novo? Com a oferta de bons títulos gratuitos em português, leitores vêm experimentando e-books escritos quando internet e tablet não existiam nem sequer como palavras. Estudante de comunicação social em Belo Horizonte, Emanoel Ferreira, de 21 anos, conta que sempre leu os clássicos. Mas assim que comprou seu kindle (e-reader da Amazon, lançado em dezembro no Brasil), voltou a autores como Machado de Assis e Aluísio Azevedo.


“Até para testar, para ver se o formato era bom ou legível, comecei com os livros gratuitos”, afirma ele, que tem comprado e-books com muita frequência. Outra leitura de graça, essa de uma obra que Emanoel não conhecia, foi 'Os miseráveis', de Victor Hugo. “Como você não tem nada a perder, vai e baixa os livros”, acrescenta ele, que guarda quase 100 títulos em seu kindle.

Os títulos oferecidos gratuitamente costumam variar. Para atrair novos leitores, ainda mais porque se trata de novidade no país, disponibilizam-se títulos gratuitamente apenas por um período. Foi dessa maneira que a advogada paulista Amanda Pedrazzoli, de 28, leu 'As viagens de Gulliver', de Jonathan Swift. Na lista dela também estão 'A relíquia' e 'O crime do padre Amaro', de Eça de Queirós, e 'Brás, Bexiga e Barra Funda', de Alcântara Machado.

Foco Machado de Assis foi um dos autores que o empresário paulista André Luís, de 52, releu assim que comprou seu e-reader. Entre os nomes mais contemporâneos, ele cita George R. R. Martin, J. R. R. Tolkien e José Saramago.

“Quero ler, isso é o meu foco. Tenho muitos livros repetidos por causa de detalhes. No caso de 'O Hobbit', do Tolkien, tenho um físico, um em Mobi (formato não protegido de arquivo para leitura nos aparelhos Kindle) e outro em PDF (outro formato de arquivo, aberto, que representa documentos independentemente do aplicativo), esse com edição muita antiga em português e ilustrações lindíssimas feitas pelo próprio autor”, conta André.

Muitos leitores disponibilizam arquivos na internet (não são os e-books chamados legais, adquiridos nas lojas). Sem entrar na discussão da pirataria na era virtual, muitos comentam que a oferta de edições gratuitas em português é ainda pequena nas lojas. “Ainda mais se comparada à de língua inglesa. Muitos livros de domínio público poderiam estar disponíveis, mas não estão. Ainda assim, tem muita coisa boa. Mas é preciso ficar atenta aos livros, principalmente de autores novos, disponíveis gratuitamente por tempo limitado”, ensina Amanda Pedrazzoli.

Se não são encontrados gratuitamente, pelo menos eles chegam ao leitor por valores muito baixos. Fã de ficção científica e fantasia, Emanoel Ferreira escreveu o conto “O deus alien”, à venda na loja Amazon por R$ 1,99. “No caso do autor independente, é ele quem define o valor que vai cobrar”, explica Emanoel.

E-books legais em português são comercializados em lojas como Gato Sabido e Livraria Cultura (essa com e-reader próprio, o chamado Kobo), que competem com as gigantes Amazon, Apple (com a iBookstore) e Google (Google Play), todas instaladas no país desde o ano passado.

Análise: A tarifa de ônibus no Brasil está entre as mais caras do mundo

Matéria especial da Folha de São Paulo:
A última semana foi marcada pelos protestos contra o aumento das passagens de ônibus pelo país; parece que a manifestação originada em São Paulo está escrevendo um capítulo da história.
Mas será que nossa passagem de ônibus é tão cara? Pesquisamos o preço das passagens de ônibus em dez cidades ao redor do mundo e os comparamos com Rio e São Paulo, onde os protestos foram mais intensos.
Muitas análises pesquisam o preço na moeda local e os transforma em dólar. Esses resultados chegam à mesma conclusão: o Brasil está longe de ser o local com passagens mais caras -São Paulo e Rio são mais baratas, pela ordem, do que Londres, Tóquio, Ottawa (Canadá), Nova York, Lisboa, Paris e Madri.
Esse tipo de análise é superficial, pois não considera o salário médio; ou seja, um dólar num país ser mais fácil de ganhar do que outro.
Mais realista é levar em conta o preço das passagens em minutos trabalhados, considerando, portanto, a renda média e as horas trabalhadas em cada cidade.
Ao classificar os preços pelos salários, São Paulo e Rio têm as passagens mais caras.
O paulistano tem que trabalhar 14 minutos para pagar uma passagem. Para o morador do Rio, são 13 minutos.
São superiores aos quatro minutos dos chineses.
Talvez as manifestações não sejam contra o aumento de R$ 0,20 na passagem, mas contra um transporte que não apresenta os serviços encontrados ao redor do mundo.
Como diria o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, "a cidade avançada não é aquela em que os pobres andam de carro, mas aquela em que os ricos usam transporte público". O que está acontecendo aqui parece ser o oposto.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Boas práticas de inclusão escolar


Em muitos casos a estrutura da escola não permite a prática da inclusão de forma adequada. É preciso repensar como atender nossos alunos com necessidades especias  minimizando os diversos conflitos.  As dificuldades observadas não devem ser  obstáculos intransponíveis no processo educacional. Buscar alternativas de adaptação e de flexibilização das atividades são necessárias para que todos tenham condições de avançar. 

Confira as  dicas de especialistas para fazer a inclusão de verdade na sua escola.



Valorize os saberes do aluno com Síndrome de Down
O grau de comprometimento intelectual dos alunos com Síndrome de Down varia de pessoa para pessoa. Mas, de modo geral, ao preparar a aula para esses alunos dê preferencia para informações visuais e proponha desafios gradativos. Valorize e utilize os interesses destes estudantes para estimular o aprendizado

Perceba as características especificas de cada autista
Não desista dos alunos que se recusam a interagir. Valorize as habilidades do autista para criar situações de interação e minimizar a dificuldade de convívio social. Ajude o aluno a incorporar rotinas em grupo e regras de convívio social

Organize os espaços para o deficiente visual
Informe a localização dos objetos da sala de aula, mas não faça uma organização exclusiva para o aluno com deficiência visual. Permita mudanças e estimule a mobilidade.

Valorize o recursos sonoros
Se tiver um aluno cego na turma, planeje aulas com mais recursos sonoros e lembre-se de chamar o estudante sempre pelo nome. Além disso, procure fornecer materiais impressos em braille, para que ele tenha acesso a todos os conteúdos.

Na deficiência auditiva, recursos visuais podem ajudar
Se o seu aluno surdo consegue fazer a leitura orofacial, sugira que ele sente nas carteiras da frente e fale com clareza. Usar recursos visuais também ajuda na compreensão dos conteúdos.

Verifique o que a criança com deficiência física pode fazer
O aluno com deficiência física pode não querer participar das atividades por outros motivos que não sejam, necessariamente, a deficiência. Explore o que ele pode fazer e estimule sua participação - inclusive nas aulas de Educação Física.